Qual é a diferença entre Fábula e Contrafábula?

Quando se trata de Literatura, é comum encontrar diversos gêneros que exploram a narrativa de formas distintas. Dois desses gêneros que muitas vezes causam dúvida são as fábulas e as contrafábulas.

Você sabe qual é a diferença entre Fábula e Contrafábula? No mundo das histórias, a fábula e a contrafábula são narrativas curtas e envolventes que se entrelaçam como fios em um tear, tecendo narrativas que encantam e instruem. Ambas apresentam animais como protagonistas que nos ensinam lições de mora, mas divergem em seus objetivos e na visão de mundo que transmitem.

Neste artigo, vamos explorar esses dois tipos de histórias, entender suas diferenças e como cada uma delas carrega uma mensagem moral.

Diferença entre Fábula e Contrafábula

Qual é a diferença entre Fábula e Contrafábula?

O que é Fábula?


A fábula, obra prima de Esopo, La Fontaine e tantos outros, é uma narrativa breve, que utiliza animais personificados como personagens para tecer ensinamentos morais. Através de suas ações e consequências, a fábula nos convida a refletir sobre valores como honestidade, responsabilidade e cooperação.

Características:
  • Personagens: animais com características humanas.
  • Enredo: simples e objetivo, com um conflito e uma resolução.
  • Moral: ensinamento explícito no final da história.

Exemplos:
  • A Lebre e a Tartaruga
  • A Raposa e as Uvas
  • O Lobo e o Cordeiro

O que é Contrafábula?


Em contraste à fábula, a contrafábula apresenta uma releitura crítica da história original, subvertendo as expectativas e questionando a moral tradicional e convidando a novas reflexões. Através de diferentes perspectivas e questionamentos, a contrafábula nos convida a repensar valores e comportamentos.

Características:
  • Personagens: os mesmos animais da fábula original, mas com comportamentos diferentes.
  • Enredo: subverte a história original, com um final inesperado.
  • Moral: questiona a moral tradicional, propondo novas reflexões.

Exemplos:
  • A Lebre e a Tartaruga: a tartaruga vence por trapacear.
  • A Raposa e as Uvas: a raposa reconhece que as uvas não estão maduras.
  • O Lobo e o Cordeiro: o cordeiro se defende e derrota o lobo.

Exemplos de Fábula e Contrafábula


Exemplo 1 de Fábula: A Raposa e as Uvas

Morta de fome, uma raposa foi até um vinhedo sabendo que ia encontrar muita uva. A safra tinha sido excelente. Ao ver a parreira carregada de cachos enormes, a raposa lambeu os beiços. Só que sua alegria durou pouco: por mais que tentasse, não conseguia alcançar as uvas. Por fim, cansada de tantos esforços inúteis, resolveu ir embora, dizendo: - Por mim, quem quiser essas uvas pode levar. Estão verdes, estão azedas, não me servem. Se alguém me desse essas uvas eu não comeria.

Esopo

Moral: Desprezar o que não se consegue conquistar é fácil.

Exemplo 1 de Contrafábula: A Outra Face da Raposa e das Uvas

Na contramão da fábula tradicional, a raposa, após inúmeras tentativas frustradas para alcançar as uvas, decide buscar ajuda. Com a colaboração de seus amigos, constrói uma escada e saboreia, com alegria e gratidão, o fruto de seu esforço.

Moral: A união, a persistência e a criatividade podem nos levar a alcançar objetivos que, a princípio, parecem impossíveis.

Exemplo 1 de Contrafábula: A Raposa e das Uvas: uma contrafábula

Passava certo dia uma raposa perto de uma videira. Apesar de normalmente nunca se alimentar de uvas, pois se trata de um animal carnívoro e não vegetariano - o que nos faz desconfiar um pouco da fábula original -, sua atenção foi chamada pela beleza dos cachos que reluziam ao sol. Fenômeno estranhíssimo, uma vez que, geralmente, para desespero dos ecologistas, dos adeptos de alimentos naturais, toda fruta cultivada é revestida por uma fina camada protetora de inseticida e dificilmente pode refletir a luz solar com tal intensidade. Sendo curiosa e matreira como toda raposa matreira e curiosa, aproximou-se para melhor observar a videira. Os cachos estavam colocados muito acima de sua cabeça, e o animal (sem insulto) não teve oportunidade de prová-los, mas, sendo grande conhecedor de frutas, bastou-lhe um olhar para perceber que as uvas não estavam maduras. "Estão verdes" - disse a raposa, deixando estupefatos dois coelhos que estavam ali perto e que nunca tinham visto uma raposa falar. Aliás, depois dos últimos acontecimentos envolvendo gravadores ocultos, as raposas andavam cada vez mais caladas. Na verdade, seu comentário foi ainda mais espantoso, uma vez que as uvas não eram do tipo moscatel, mas sim pequeninas e pretas, podendo facilmente ser confundidas, à primeira vista, com jabuticabas. Note-se por esse pequeno detalhe aparentemente sem importância o profundo conhecimento que a raposa tinha de uvas ao afirmar, com convicção, que, apesar de pretas, elas eram verdes. Dito isso, afastou- se daquele local e foi tentar mais uma vez comer o queijo do corvo, outra compulsão neurótica, pois sabemos perfeitamente que a raposa odeia queijo. Horas depois, passa em frente à mesma videira outra canis vulpes (nome sofisticado do mesmo bicho), mais alta do que a primeira. Sua cabeça alcança os cachos e ela os devora avidamente. No dia seguinte ao frutífero festim, o pobre bicho acorda com lancinantes dores estomacais. Seu veterinário, imediatamente convocado, diagnostica uma intoxicação provocada por farta ingestão de uvas verdes.

Jô Soares

Moral: "Nem todas as raposas são despeitadas".

Exemplo 2 de Fábula: A Lebre e a Tartaruga

Em uma floresta ensolarada, a Lebre, conhecida por sua velocidade, desafia a Tartaruga para uma corrida. Confiante em sua agilidade, a Lebre zomba da Tartaruga, acreditando que a vitória é certa.

Enquanto a Lebre avança em disparada, distraindo-se com as belezas do caminho e parando para cochilar, a Tartaruga segue em ritmo constante, sem se deixar abater pelo cansaço.

Ao acordar, a Lebre se depara com a Tartaruga cruzando a linha de chegada, vencendo a corrida. A fábula nos ensina que a constância e a perseverança podem superar a impulsividade e a arrogância, demonstrando que nem sempre o mais rápido é o vencedor.

Moral: Devagar e sempre se chega longe.

Exemplo 2 de Contrafábula: A Lebre e a Tartaruga: Uma Nova Corrida

Cansada de ser sempre subestimada, a Tartaruga decide desafiar a Lebre para uma nova corrida. Desta vez, porém, a Tartaruga propõe regras diferentes: a corrida será realizada em um terreno acidentado, com obstáculos e desafios a serem superados.

Diante do novo cenário, a Lebre, acostumada à velocidade em terreno plano, se vê em desvantagem. Seus saltos e impulsos rápidos não são suficientes para superar as pedras e raízes, enquanto a Tartaruga, com sua persistência e conhecimento do terreno, avança com firmeza.

Ao final da corrida, a Tartaruga mais uma vez emerge vencedora. A contrafábula nos convida a repensar a ideia de "vencedor" e "perdedor", sugerindo que a força e a agilidade nem sempre são os únicos fatores determinantes para o sucesso.

Moral: A inteligência, a estratégia e o conhecimento do ambiente podem superar a força bruta e a impulsividade.

Exemplo 3 de Fábula: A velha e suas criadas

Uma viúva econômica e zelosa tinha duas empregadas. As empregadas da viúva trabalhavam, trabalhavam e trabalhavam. De manhã bem cedo tinham que pular da cama, pois sua velha patroa queria que começassem a trabalhar assim que o galo cantasse. As duas detestavam ter que levantar tão cedo, especialmente no inverno, e achavam que se o galo não acordasse a patroa tão cedo talvez pudessem dormir mais um pouco. Por isso pegaram o galo e torceram seu pescoço. Mas não estavam preparadas para as consequências do que fizeram. Porque o resultado foi que a patroa, sem o despertador do galo, passou a acordar as criadas ainda mais cedo e punha as duas para trabalhar no meio da noite.

Esopo

Moral: Muita esperteza nem sempre dá certo.

Exemplo 3 de Contrafábula: A velha e suas criadas

Uma viúva econômica e zelosa tinha duas empregadas jovens e espertas. As empregadas da viúva trabalhavam, trabalhavam e trabalhavam. De manhã bem cedo tinham que pular da cama. E quão cedo! Por exigência de sua velha patroa, tinham que começar a trabalhar assim que o galo cantasse. Mas as jovens e espertas criadas detestavam ter que levantar tão cedo. Afinal, com tantas atividades noturnas, baladas e bate-papos na internet até altas horas, quem consegue levantar-se com as galinhas?! Começaram então a planejar um modo de ficarem mais um pouco na cama. Vamos torcer o pescoço do galo, disseram. Mas pensando nas consequências, planejaram também como enganar a patroa. Primeiro, ensinaram-na entrar na internet, entrar na sala de bate-papo. Ela tomou gosto pela novidade e ficava até altas horas. Daí caia no sono. E o galo para acordá-la? Com toda esperteza e contando com um mundo moderno, conseguiram um “galo” mecânico. Podiam assim controlar seu canto – “despertador” – a hora que quisessem!

Assim com aquele jeitinho esperto, resolveram seu problema, e ainda fizeram a velha viúva feliz com seu novo entretenimento.

Magda Araújo

Moral: Esperteza para dar certo tem que ser inteligente.

Exemplo 4 de Fábula: O Corvo e o Jarro

Um corvo que estava sucumbindo com muita sede encontrou um jarro, e, na esperança de achar água, voou até ele com muita alegria. Quando o alcançou, descobriu para sua tristeza que o jarro continha tão pouca água em seu interior que era impossível tirá-la de dentro. Ele tentou de tudo para alcançar a água que estava dentro do jarro, mas todo seu esforço foi em vão. Por último ele pegou tantas pedras quanto podia carregar, e colocou-as uma-a-uma dentro do jarro, até que o nível da água ficasse ao seu alcance e assim salvou sua vida.

Esopo

Moral: A necessidade é a mãe das invenções.

Exemplo 4 de Contrafábula: O Corvo e o Jarro

Um corvo que estava sucumbindo com muita sede encontrou um jarro, e, na esperança de achar água, voou até ele com muita alegria. Quando o alcançou, descobriu para sua tristeza que o jarro continha tão pouca água em seu interior que era impossível tirá-la de dentro. Ele ficou animado por ter encontrado algo para matar sua sede, mas não saberia como fazer para retirar a água do jarro. Depois de pouco pensar, desistiu. Achava que era muito difícil e que ele, um simples corvo, não conseguiria tal proeza. Decidiu procurar uma forma mais fácil de se satisfazer.

Mas tarde, depois de ter procurado incansavelmente e sem conseguir matar sua sede, retornou ao local onde tinha encontrado o jarro, avistou outro corvo próximo ao mesmo jarro e teve uma surpresa: o corvo que estava lá tinha acabado de beber a pouca água que havia no jarro.

Mateus Malaquias

Moral: Não desista de seus objetivos na primeira adversidade. Você poderá perder oportunidades únicas.

Exemplo 5 de Fábula: A cigarra e a formiga

Tendo a cigarra, em cantigas,
Folgado todo o verão,
Achou-se em penúria extrema,
Na tormentosa estação.

Não lhe restando migalha
Que trincasse, a tagarela
Foi valer-se da formiga,
Que morava perto dela.

– Amiga – diz a cigarra
– Prometo, à fé de animal,
Pagar-vos, antes de Agosto,
Os juros e o principal.

A formiga nunca empresta,
Nunca dá; por isso, junta.
– No verão, em que lidavas?
– À pedinte, ela pergunta.

Responde a outra: – Eu cantava
Noite e dia, a toda a hora.
– Oh! Bravo! – torna a formiga
– Cantavas? Pois dança agora!

O Livro das Virtudes
Uma antologia de William J. Bennett, 1995

Exemplo 5 de Contrafábula: A cigarra e a formiga

A formiga passava a vida naquela formigação, aumentando o rendimento da sua capita e dizendo que estava contribuindo para o crescimento do Produto Nacional Bruto. Na trabalheira do investimento, sempre consultando as cotações da Bolsa, vendendo na alta e comprando na baixa, sempre atenta aos rateios e às subscrições. Fechava contratos em Londres já com um pé no Boeing para Frankfurt ou Genebra, para verificar os dividendos de suas contas numeradas.
Mas vivia também roendo–se por dentro ao ver a cigarra, com quem estudara no ginásio, metida em shows e boates, sempre acompanhada de clientes libidinosos do Mercado Comum.
E vivia a formiga a dizer por dentro:
– Ah, ah! No inverno, você há de aparecer por aqui a mendigar o que não poupou no verão! E vai cair dura com a resposta que tenho preparada para você!
Ruminando sua terrível vingança, voltava a formiga a tesourar e entesourar investimentos e lucros, incutindo nos filhos hábitos de poupança, consultando advogados e tomando vasodilatadores.
Um dia, quando voltava de um almoço no La Tambouille com os japoneses da informática, encontrou a cigarra no shopping Iguatemi, cantarolando como de costume.
Lá vem ela dar a sua facada, pensou a formiga. “Ah, ah, chegou a minha vez!”
Mas a cigarra aproximou-se só querendo saber como estava ela e como estavam todos no formigueiro.
A formiga, remordida, preparando o terreno para sua vingança, comentou:
– A senhora andou cantando na tevê todo este verão, não foi, dona Cigarra?
– É claro! – disse a cigarra. – Tenho um programa semanal.
– Agora no inverno é que vai ser mau – continuou a formiga com toda maldade na voz. – A senhora não depositou nada no banco, não é?
– Não faz mal. Os meus discos não saem das paradas. E acabei de fechar um contrato com o Olympia de Paris por duzentos mil dólares...
– O quê?! – exclamou a formiga. – A senhora vai ganhar duzentos mil dólares no inverno?
– Não. Isso é só em Paris. Depois, tem a excursão a Nova York, depois Londres, depois Amsterdam...
Aí a formiga pensou no seu trabalho, nas suas azias, na sua vida terrivelmente cansativa e nas suas ameaças de enfarte, enquanto aquela inútil da cigarra ganhava tanto cantando e se divertindo! E perguntou:
– Quando a senhora embarca para Paris?
– Na semana que vem...
– E pode me fazer um favor? Quando chegar a Paris, procure lá um tal La Fontaine. E diga-lhe que eu quero que ele vá para o raio que o parta!

Adaptação feita por Pedro Bandeira do texto do escritor português Antônio A. Batista.

Exemplo 6 de Fábula: O Galo e a Pérola

Um galo estava ciscando, procurando o que comer no terreiro, quando encontrou uma pérola. Ele então pensou:
— Se fosse um joalheiro que te encontrasse, ia ficar feliz. Mas para mim uma pérola de nada serve; seria muito melhor encontrar algo de comer. Deixou a pérola onde estava e se foi, para procurar alguma coisa que lhe servisse de alimento.

Moral: Às vezes, o que é precioso para um não tem valor para outro.

Exemplo 6 de Contrafábula: O Galo e a Pérola

Ciscava um galo, procurando o que comer no terreiro, quando encontrou uma pérola. Ele então pensou:
— Se um joalheiro te encontrasse, ficaria feliz. Mas para mim uma pérola é inútil; seria de mais valia encontrar um punhado de migalhas ou alguns bichinhos desavisados que servissem de alimento.
Deixava o lugar, em busca de mantimento conveniente, quando um galo de outro poleiro se aproximou.
- Bom-dia! – exclamou o forasteiro – Qual é seu nome, amigo?
- Cândido – respondeu o galináceo esfomeado – E o seu?
- Sou George. George Frederick Kunz.
Percebendo a rutilância do objeto no chão, Kunz apontou para ele e perguntou:
- É seu?
Ao que, inocentemente, Cândido respondeu:
- Não. Encontrei aí quando procurava comida. Não serve de alimento, portanto não vale nada.
- Vou levar comigo, então – replicou Kunz, disfarçando a malícia – Talvez eu consiga trocar por uma espiga de milho.
- Boa sorte!
Kunz seguiu seu caminho e, por alguns dias, Cândido não teve notícias dele. Quando reapareceu, George vestia uma capa linda, de veludo vermelho e ornada com joias. Era seguido por muitas galinhas, que não abriam mão de sua companhia. Foi quando Cândido soube que George era um especialista em gemas e sua paixão por pérolas havia levado uma famosa joalheria a incorporá-las a seu catálogo de preciosidades. George ganhou mais dinheiro do que era possível contar e viveu muito bem, enquanto Cândido continuou no terreiro, com fome, até passar deste ao outro mundo.

Moral: Não há oportunidades perdidas; se não souber aproveitar uma, alguém saberá.

Exemplo 7 de Fábula: A velha e suas criadas

Uma viúva econômica e zelosa tinha duas empregadas. As empregadas da viúva trabalhavam, trabalhavam e trabalhavam. De manhã bem cedo tinham que pular da cama, pois sua velha patroa queria que começassem a trabalhar assim que o galo cantasse. As duas detestavam ter que levantar tão cedo, especialmente no inverno, e achavam que se o galo não acordasse a patroa tão cedo talvez pudessem dormir mais um pouco. Por isso pegaram o galo e torceram seu pescoço. Mas não estavam preparadas para as consequências do que fizeram. Porque o resultado foi que a patroa, sem o despertador do galo, passou a acordar as criadas ainda mais cedo e punha as duas para trabalhar no meio da noite.

Esopo

Moral: Muita esperteza nem sempre dá certo.

Exemplo 7 de Contrafábula: A velha e suas criadas

Uma viúva econômica e zelosa tinha duas empregadas. As empregadas da viúva trabalhavam, trabalhavam e trabalhavam. De manhã bem cedo tinham que pular da cama, pois sua velha patroa queria que começassem a trabalhar assim que o galo cantasse. As duas detestavam ter que levantar tão cedo, especialmente no inverno, e achavam que se o galo não acordasse a patroa tão cedo talvez pudessem dormir mais um pouco. Por isso pegaram o galo e torceram seu pescoço. Só que elas nao imaginavam que a patroa acordaria com os latidos dos cachorros quando todo dia seu marido saia as 6h da manha para trabalhar.

Moral de História: Pense bem em todas possibilidades do seu objetivo.

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