Enriqueça seu Planejamento: Se você deseja se aprofundar na história dos elementos folclóricos juninos e trabalhar com os seus alunos, não deixe de ler o nosso artigo de suporte sobre Os Símbolos da Festa Junina e Seus Significados!
A utilização de poemas e textos de Festa Junina em sala de aula constitui um excelente recurso pedagógico para prender a atenção das turmas do Ensino Fundamental II nesta reta final de semestre. Por meio da rica leitura de São João sala de aula, os estudantes realizam um mergulho estimulante na literatura de tradição oral e na estrutura narrativa, desenvolvendo habilidades de leitura literária de forma muito agradável.
Muitos professores enfrentam dificuldades para encontrar atividades literárias que consigam despertar o interesse dos estudantes do 6.º ao 9.º ano. Apresentar apenas conceitos teóricos e distantes da realidade muitas vezes gera desinteresse, tornando as aulas de leitura menos produtivas e dinâmicas.
Nesta postagem unificada e ampliada, reunimos seis materiais literários de altíssima relevância pedagógica e cultural, acompanhados por exercícios focados de forma estrita na análise interpretativa e no estudo de vocabulário. Continue lendo este guia didático e encontre o material pedagógico que faltava no seu planejamento junino!
Como trabalhar os poemas e textos de Festa Junina em sala de aula?
A aplicação desta coletânea pedagógica deve ocorrer de forma integrada aos blocos de leitura de Língua Portuguesa. Esse roteiro constitui uma sequência didática focada no desenvolvimento da competência de leitura expressiva, identificação de recursos estilísticos (como rimas e métricas) e interpretação de textos poéticos e em prosa, sem desviar para análises gramaticais mecânicas.
Durante os dias que antecedem as festividades de junho, o educador atua como mediador de apoio na leitura de cada obra. Para os poemas e cordéis, recomendamos propor momentos de declamação em voz alta para exercitar a entonação e a expressividade; para as letras de música tradicionais, o foco pode se voltar para a identificação da linguagem figurada e o resgate da memória musical do país.
Os discentes respondem individualmente aos questionários de reflexão interpretativa diretamente nos seus cadernos de Língua Portuguesa. Essa dinâmica de escrita ativa ajuda a consolidar noções de coerência textual, amplia o repertório vocabular e promove debates significativos sobre as nossas manifestações folclóricas mais bonitas.
Por que utilizar a leitura de São João sala de aula com alunos do 6º ao 9º ano?
Trabalhar a poesia e a prosa de temática junina atende a uma diretriz essencial da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o Ensino Fundamental II. O estudo das nossas raízes literárias agrárias promove o respeito à diversidade cultural e valoriza as produções que formam a alma da nossa sociedade.
No campo artístico-literário, destacam-se habilidades fundamentais como:
- EF69LP53: Que orienta o aluno a ler em voz alta e declamar poemas, prestando atenção nos recursos rítmicos, sonoros e semânticos que dão expressividade ao texto poético.
- EF69LP44: Que estimula a inferir os valores sociais e humanos presentes em manifestações de tradição oral e folclórica de forma respeitosa.
- EF69LP55: Que foca no reconhecimento das marcas de linguagem popular e regional, combatendo o preconceito linguístico através da análise contextualizada das variações linguísticas.
👉 Responda no seu caderno e, após finalizar as respostas, confira as respostas no Gabarito final!
Poema 1 – São João (Rodrigues Apinajé) e exercícios
São João
Rodrigues Apinajé
Minha fogueira de lenha seca,Na rua, à frente de meu portão,
De um lado um monte de gravetinhos
Feitos à mão.
Desde as seis horas, estou soprando.
Sempre abanando... sempre abanando...
Não ardes!... Não!
Um meu vizinho cortou mangueira,
Com galhos grossos fez a fogueira
De lenha verde no mesmo chão,
Olha que chamas! Que labaredas!
Minha fogueira de lenha seca...
Que escuridão!
Quando o vizinho fez a fogueira,
A noite estava tão ventilada
E o meu vizinho soltou balão!....
Subiu!... Sumiu-se! Era uma estrela
Brilhando na imensidão!!
Minha fogueira tão apagada!
Nem uma aragem passa, na estrada,
Para subida do meu balão!
E eu penso devagarzinho:
– Será o mesmo São João,
esse São do meu vizinho?
1.º) Vocabulário: Relacione as palavras de acordo com seus sinônimos nítidos no texto:
( 1 ) A noite estava ventilada.
( 2 ) ...brilhava na imensidão.
( 3 ) Nem aragem passava...
( 4 ) A labareda ardia sem cessar.
- a) ( ) vento suave, brisa leve.
- b) ( ) a chama que queimava.
- c) ( ) qualidade de imenso, grandeza.
- d) ( ) arejada, com vento forte.
2.º) De acordo com os fatos evidentes descritos no poema, estabeleça as diferenças estruturais existentes entre a fogueira do autor e a fogueira do seu vizinho, considerando o material utilizado, a localização e como ficou o resultado final de cada uma delas:
3.º) Transcreva do poema o verso exato que demonstra a dúvida reflexiva no pensamento final do autor:
4.º) Na noite ventilada e propícia para as celebrações, o que o vizinho do autor conseguiu realizar com êxito?
5.º) Diante da ausência de vento e aragem na estrada, o que o autor do poema não conseguiu concretizar com seu balão?
6.º) Identifique no texto quem ou o que era comparado a "uma estrela brilhando na imensidão" pelo lírico do poema:
Poema 2 – Pedro, Antônio e João e exercícios
Pedro, Antônio e João
Benedicto Lacerda e Oswaldo Santiago
Com a filha de JoãoAntônio ia se casar
But Pedro fugiu com a noiva
Na hora de ir pro altar
A fogueira está queimando
E um balão está subindo
Antônio estava chorando
E Pedro estava fugindo
E no fim dessa história
Ao apagar-se a fogueira
João consolava Antônio
Que caiu na bebedeira
Nota de Apoio Cultural: A obra "Pedro, Antônio e João" é uma das marchinhas juninas mais tradicionais e marcantes do nosso cancioneiro popular. Ela foi gravada originalmente na década de 1930 (registrada em 1934 na marcante voz de Mário Reis) e, desde então, tornou-se presença obrigatória nos festejos e quadrilhas de todo o país.
QUESTÃO 01 – Quem são as quatro personagens principais que fazem parte desta narrativa lírica?
QUESTÃO 02 – Explique de forma precisa qual era o papel ou relação de João, Antônio e Pedro no contexto inicial da história:
QUESTÃO 03 – Com quem Antônio tinha o firme propósito de contrair matrimônio?
QUESTÃO 04 – Qual foi o grande e inesperado acontecimento que impediu a realização da cerimônia no dia marcado do casamento?
QUESTÃO 05 – De acordo com o texto, qual foi a reação emocional e física de Antônio ao perceber o ocorrido?
QUESTÃO 06 – O que o personagem Pedro estava executando de forma paralela ao sofrimento de Antônio?
QUESTÃO 07 – Quem ofereceu amparo e consolo a Antônio no fechamento trágico da história?
QUESTÃO 08 – Quais elementos típicos do cenário das Festas Juninas estão queimando e subindo, servindo de pano de fundo para a narrativa?
QUESTÃO 09 – Explique de maneira compreensível o sentido figurado contido na expressão popular “cair na bebedeira” presente na última estrofe:
QUESTÃO 10 – Com base nos elementos de tempo descritos de forma explícita na canção, você consegue inferir em qual período do dia se passaram os fatos narrados? Justifique com marcas textuais de leitura:
QUESTÃO 11 – Resuma os acontecimentos essenciais do enredo de “Pedro, Antônio e João” utilizando as suas próprias palavras de forma sucinta:
QUESTÃO 12 – Como você e os seus familiares pretendem celebrar as festividades juninas neste ano? Elabore um parágrafo de opinião sobre seus planos:
Texto 3 – Noite de festa na escola e exercícios
Noite de festa na escola
Lorena e Lucas estão felizes. Está uma linda noite de lua e luminosas estrelas no céu. No pátio, havia uma enorme fogueira para aquecer o local e todos os convidados. Bandeirinhas enfeitavam os postes. Barraquinhas com comidas típicas deliciavam os presentes que estavam na festa.
Nas barraquinhas, podíamos encontrar: pé de moleque, pamonha, pipoca, bolo de milho, pinhão, tapioca, canjica, dentre outros.
Lorena estava linda com seu vestido colorido de estampa floral e com um grande laço na cintura. Seu par usava uma camisa de flanela, bota de vaqueiro e calça com retalhos.
Chegou o grande momento! O ponto alto da festa! A professora, então, chamou:
− Venham fazer a fila, vai começar a dança!
A escola estava toda enfeitada e a quadrilha vai se apresentar no pátio!
Chegou o dia da festa junina, 24 de junho, dia de São João! Chegou a melhor época do ano!
QUESTÃO 01 – De acordo com o parágrafo inicial do texto em prosa, a celebração ocorrerá na:
- A) ( ) rua
- B) ( ) escola
- C) ( ) casa
- D) ( ) praça
QUESTÃO 02 – Ao descrever a preparação visual do ambiente escolar, o texto aponta que o local se apresentava:
- A) ( ) feia
- B) ( ) suja
- C) ( ) enfeitada
- D) ( ) luminosa
QUESTÃO 03 – Identifique a alternativa que lista os personagens humanos que de fato participam da história e interagem na narrativa:
- A) ( ) lua, estrelas, fogueira
- B) ( ) Lucas, Lorena, lua, estrelas, fogueira, professora
- C) ( ) lua, estrelas, fogueira, professora
- D) ( ) Lucas, Lorena, professora
QUESTÃO 04 – Por quais motivos as crianças da escola estavam visivelmente felizes e entusiasmadas?
QUESTÃO 05 – Descreva como estava o céu e a atmosfera do ambiente durante aquela noite festiva:
QUESTÃO 06 – O que havia de grande importância posicionado no pátio para garantir o aconchego dos convidados?
QUESTÃO 07 – Explique de maneira precisa quem são "os presentes" citados ao longo do desenvolvimento do texto:
QUESTÃO 08 – Caracterize os trajes típicos juninos utilizados pelos personagens Lorena e Lucas na festa:
QUESTÃO 09 – Por quais razões a professora chamou os alunos com entusiasmo naquele momento do evento?
QUESTÃO 10 – Quais são as refeições e comidas típicas ofertadas nas barraquinhas da festa escolar?
- A) ( ) Bolo de chocolate, pamonha e paçoca.
- B) ( ) Tapioca, canjica e salgadinhos de queijo.
- C) ( ) Pipoca, brigadeiro e bolo de milho.
- D) ( ) Bolo de milho, pamonha e pipoca.
QUESTÃO 11 – Numere cronologicamente os fatos abaixo de acordo com a sequência de acontecimentos descrita no texto, marcando (1) para o início e prosseguindo sequencialmente:
- A) ( ) A escola estava toda enfeitada porque era o dia da festa junina.
- B) ( ) As crianças estão felizes.
- C) ( ) O vestido de Lorena era colorido e com estampa floral.
- D) ( ) A noite estava linda, com lua e luminosas estrelas no céu.
- E) ( ) No pátio da escola havia uma grande fogueira.
QUESTÃO 12 – Como você e os seus familiares planejam celebrar as tradicionais noites de São João deste ano? Descreva em suas próprias palavras:
Poema 4 – Festa de São João (Bráulio Bessa) e exercícios
A Força do Cordel Contemporâneo: Bráulio Bessa, nascido no Ceará, tornou-se um dos maiores expoentes da literatura de cordel no século XXI. Sua escrita aproxima os ritos do sertão da linguagem midiática atual, sendo um excelente instrumento pedagógico para analisar a função social da poesia de raiz.
Festa de São João
Bráulio Bessa
Num país tão rico e beloTão grande, tão cultural
Tem festa o ano inteiro
Mas junho é especial
É o carnaval do sertão
Nossa festa de São João
Cheia de gente animada
Vem pra cá você também
Que eu vou dizer o que tem
Nessa festa arretada.
Tem pamonha, tem canjica
Milho cozido e assado
Tem beiju, tem tapioca
Com cafezinho coado
Bolo de milho e fubá
E pro cabra se esquentar
Tem o famoso quentão
E a boca não se aquieta
Duvido fazer dieta
Nas festas de São João.
Tem o calor da fogueira
Que esquenta o coração
Bandeirinhas coloridas
Colorindo essa nação
Tem a quadrilha do bem
Que não faz mal a ninguém
Que não rouba, nem desvia
Só orgulha o brasileiro
Não se importa com dinheiro
E nem sonega alegria!
Tem as ruas enfeitadas
Tem matuto arrumado
Todo nos panos, nos trinks
Jeitoso e bem perfumado
Tem tanta moça bonita
Com vestidinho de chita
Dançando lá no terreiro
Chega a poeira levanta
Nessa festa que encanta
Todo o povo brasileiro.
Tem forró de pé de serra
Herança de Gonzagão,
Que não é um inimigo
da tal modernização
Porém sem um sanfoneiro
Triangulista e zabumbeiro
Não pode ser São João.
Por isso, preste atenção
Valorize essa cultura
Só quero cobrar respeito
Não quero fazer censura
Afinal, para ser feliz
Basta um forró de raiz
Que o povo já faz a roda
E eu garanto, meu irmão
Que a nossa tradição
Nunca vai sair de moda.
1. Qual é o tema principal abordado no poema "Festa de São João"?
- a) A diversidade religiosa presente no Brasil.
- b) As tradições do São João no Nordeste.
- c) A crítica às festas modernas e ao consumismo.
- d) A rotina das pessoas durante o mês de junho.
2. Qual é o objetivo principal do gênero textual cordel presente nessa obra?
3. No verso “Tão grande, tão cultural”, o que o autor quis ressaltar com a repetição da palavra destacada?
- a) certeza do fato.
- b) temporalidade da ação.
- c) adversidade do cenário.
- d) intensidade da característica.
4. O autor qualifica o mês de junho como o “carnaval do sertão” porque:
- a) as pessoas usam fantasias e desfilam em escolas de samba.
- b) as festas juninas são animadas, com muita música e dança.
- c) o São João é comemorado apenas no sertão nordestino.
- d) a festa de São João tem as mesmas tradições que o carnaval.
5. Cite dois elementos culturais gastronômicos mencionados no cordel que constituem as festas de São João.
8. Bráulio Bessa, autor do poema, ganhou notoriedade nacional em 2014. No poema “Festa de São João”, é possível identificar uma sutil e inteligente crítica social:
- a) ao Luiz Gonzaga, por representar uma cultura antiga.
- b) à desonestidade de parte da sociedade, ao fazer um paralelo com a “quadrilha do bem”.
- c) às festas juninas, que perderam relevância no Brasil.
- d) à modernização excessiva, que ameaça as tradições culturais.
9. O autor lista comidas típicas, danças e músicas. O que essa listagem revela sobre a importância da cultura popular na identidade coletiva de um povo?
10. No trecho “Tem matuto arrumado / Todo nos panos, nos trinks”, o termo em destaque no contexto expressivo do poema indica que:
- a) o matuto está embriagado.
- b) o personagem está muito elegante.
- c) há fartura de bebidas no local.
- d) o personagem está malvestido.
11. O trecho “duvido fazer dieta / nas festas de São João” evidencia de forma sutil:
- a) o descontentamento com as refeições servidas.
- b) o desinteresse pelos sabores da mesa típica.
- c) a grande dificuldade de resistir à variedade das comidas típicas.
- d) a proibição de se alimentar nos dias de festa.
12. Identifique o verso que expressa de forma evidente uma opinião ou julgamento pessoal do eu lírico, e não um fato objetivo:
- a) “Tem as ruas enfeitadas”
- b) “Que não rouba, nem desvia”
- c) “Não quero fazer censura”
- d) “Tem tanta moça bonita”
13. Transcreva os versos do poema que provam a alegria e a forte aceitação do povo brasileiro em relação às Festas Juninas:
14. No verso “Porém sem um sanfoneiro”, que relação de sentido o termo em destaque estabelece com os versos que o antecedem?
- a) Oposição ou ressalva a uma ideia.
- b) Explicação detalhada de um conceito.
- c) Adição simples de informações.
- d) Causa direta de um acontecimento.
15. Nos versos “E eu garanto, meu irmão”, a expressão em destaque indica que o poeta está realizando:
- a) uma explicação necessária.
- b) um chamamento ao interlocutor.
- c) uma entonação interrogativa.
- d) uma pausa poética.
16. Releia os versos de fechamento do cordel: “Que a nossa tradição / Nunca vai sair de moda”. O que o autor deseja expressar com a frase “nunca vai sair de moda”?
17. Cruzadinha temática: Complete os termos correspondentes de acordo com as dicas abaixo:
- 1. Comida feita de milho moído, cozida e enrolada na própria palha: _____________________
- 2. Fonte de calor, luz e símbolo essencial posicionado nos arraiais: _____________________
- 3. Dança típica de origem francesa adaptada ao meio caipira: _____________________
- 4. Tecido leve e florido muito utilizado nos vestidos tradicionais das moças: _____________________
- 5. Personagem típico do interior que se veste com simplicidade rural: _____________________
- 6. Gênero e estilo musical tradicional tocado com sanfona e zabumba: _____________________
- 7. Instrumento de fole que dita o ritmo melódico do forró de raiz: _____________________
- 8. Instrumento de percussão largo e grave do trio nordestino: _____________________
O Hino das Noites de Junho: Composta por Luiz Gonzaga e José Fernandes, "Olha pro Céu" foi lançada na década de 1950 e tornou-se a trilha sonora mais marcante das celebrações de São João. Sua letra une o sentimento de nostalgia amorosa à descrição visual da noite festiva.
Olha pro Céu
Luiz Gonzaga / José Fernandes
Olha pro céu, meu amorVê como ele está lindo
Olha pra aquele balão multicor
Como no céu vai sumindo
Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha pra aquele balão multicor
Como no céu vai sumindo
Foi numa noite igual a esta
Que tu me deste o coração
O céu estava assim, em festa
Porque era noite de São João
Havia balões no ar
Xote e baião no salão
E, no terreiro, o teu olhar
Que incendiou meu coração
Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha pra aquele balão multicor
Como no céu vai sumindo
Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha pra aquele balão multicor
Como no céu vai sumindo
Havia balões no ar
Xote e baião no salão
E, no terreiro, o teu olhar
Que incendiou meu coração
Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha pra aquele balão multicor
Como no céu vai sumindo
Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha pra aquele balão multicor
Como no céu vai sumindo
1. Qual é o assunto ou sentimento principal retratado na letra da canção “Olha pro Céu”?
2. Observando o objetivo, a estrutura melódica e o contexto de circulação social, esta obra se classifica como o gênero:
- a) cordel literário.
- b) relato de memória.
- c) canção popular.
- d) parlenda folclórica.
3. Faça a análise da estrutura física do texto, apontando a quantidade de estrofes e versos existentes na composição:
4. Quais atividades típicas e danças tradicionais das Festas Juninas são explicitamente mencionadas na letra?
5. No verso “Vê como ele está lindo”, a palavra em destaque está substituindo qual termo citado anteriormente?
- a) o balão.
- b) o adjetivo lindo.
- c) o vocativo amor.
- d) o céu.
6. No verso “Porque era noite de São João”, os acontecimentos de amor se justificam e ocorrem em razão de qual motivo específico?
- a) Uma posição de ideias opostas.
- b) Uma explicação simples do tempo.
- c) Uma conclusão de fatos anteriores.
- d) A causa que motivou a festa no céu.
7. Procure e transcreva do texto as palavras que rimam sonoramente com os seguintes termos:
- a) Salão: _____________________
- b) Amor: _____________________
- c) Sumindo: _____________________
- d) Balão: _____________________
8. De acordo com a leitura poética, qual evento festivo e religioso propiciou um céu enfeitado e cheio de balões brilhantes?
9. Qual é o propósito ou intenção comunicativa principal desta canção junina?
- a) Narrar um romance com desfecho triste.
- b) Transmitir uma profunda saudade de festas que já não acontecem.
- c) Listar as regras de montagem das fogueiras juninas.
- d) Celebrar a beleza do céu e a atmosfera afetiva de uma noite festiva especial.
10. Releia com atenção o verso: "Olha pra aquele balão multicor".
a) O uso da expressão destacada constitui um exemplo evidente de linguagem:
- ( ) formal/culta.
- ( ) coloquial/popular.
- ( ) científica.
- ( ) puramente técnica.
b) Localize no poema outro verso que apresente esse mesmo nível informal e espontâneo de comunicação linguística:
11. Como a oscilação entre as lembranças do passado e a contemplação do céu no presente ajuda a construir o forte sentimento de nostalgia que embala toda a canção?
12. Transcreva os versos específicos que revelam o exato momento em que o eu lírico conquistou o coração da pessoa amada:
13. Se você estivesse presente em uma noite de São João como a que foi descrita, quais sentimentos essa atmosfera despertaria em você? Justifique de forma argumentativa:
14. Identifique na canção palavras que correspondam aos seguintes conceitos ou significados sugeridos:
- a) Gênero e dança de salão popular do Nordeste: _____________________
- b) Elemento decorativo que exibe muitas cores misturadas: _____________________
- c) Espaço sideral onde se localizam as estrelas e astros: _____________________
- d) Terreno de terra batida ao lado de fora das casas sertanejas: _____________________
Poema 6 – A grande festa do Nordeste e exercícios
O Cordel como Conscientização: Francisco Diniz utiliza a tradicional estrutura métrica do cordel nordestino para realizar um importante alerta social e ecológico. O seu texto mostra que o folclore deve caminhar lado a lado com a preservação ambiental e a segurança coletiva nas comunidades.
A grande festa do Nordeste
Francisco Diniz
São João é tempo de festaAlegria, animação
Onde o povo faz fogueira
E já é uma tradição
Comer muito milho verde,
Ver quadrilha no salão.
As pessoas vestem roupas,
Falam feito o matuto,
Soltam fogos, bebem cana,
Vão à igreja, fazem culto,
Mandam balões lá pro céu:
O que pra mata é um insulto.
É preciso ter cuidado
E se evitar bomba ou balão
Pra não causar prejuízo
Para a fábrica ou plantação
Pois um incêndio ou acidente
Não são brincadeira não.
São João tem que manter
A festança no arraiá,
A adivinhação, a pamonha,
A canjica, o mungunzá,
O casamento matuto
E o arrasta pé até suar.
Mas algumas tradições
Podem causar agonia:
A cana faz viciar
Se tomada em demasia
E o balão pode esquecer
Faz mal para a ecologia.
Durante o festejo junino
Bombas, tem de montão
Mas devemos ter cuidado
Com esse tipo de ação,
Pra não machucar ninguém:
Só com muita atenção.
1. Em qual região do território brasileiro o cordel se consagrou historicamente como um gênero textual de forte apelo tradicional?
2. Cite duas características marcantes de estrutura física ou rítmica presentes no gênero cordel:
3. Releia os versos iniciais: “E já é uma tradição / Comer muito milho verde”. O que o eu lírico indica em relação à culinária junina nesses versos?
4. Qual é a temática de fundo e a preocupação central abordada de forma nítida pelo autor no cordel?
5. Na 3ª estrofe, ao associar a prevenção de incêndios a atitudes com fogueiras e balões, o autor indica que essas práticas:
- a) trazem apenas alegria inofensiva.
- b) exigem cuidado sério por não serem meras brincadeiras inocentes.
- c) devem ser incentivadas em larga escala.
- d) são as únicas responsáveis pelo brilho da festa.
6. De acordo com o texto, quais rituais juninos e brincadeiras tradicionais constituem as Festas Juninas no arraiá?
7. A partir da leitura reflexiva da 5ª estrofe, o que se pode deduzir sobre o posicionamento crítico do eu lírico em relação aos excessos?
- a) Ele exalta todas as práticas juninas sem nenhuma ressalva ecológica.
- b) Ele aponta e critica costumes tradicionais que causam danos ambientais e de saúde.
- c) Ele sugere o fim definitivo das festas de junho no país.
- d) Ele incentiva o uso livre de balões e bebidas de forma irrestrita.
8. A linguagem e o vocabulário empregados na composição do cordel são predominantemente:
- a) formal/culta de salão.
- b) cheia de termos estrangeiros.
- c) popular, típica das tradições orais sertanejas.
- d) extremamente técnica e científica.
9. Transcreva do cordel uma expressão típica da linguagem regional e popular que comprove a sua resposta anterior:
10. Por quais motivos específicos o autor qualifica a soltura de balões juninos como "um insulto para a mata"? Explique detalhadamente:
11. No contexto cultural do Nordeste e das danças de São João, o termo “arrasta pé” significa:
- a) Um ritual de adivinhação do futuro.
- b) Uma brincadeira infantil de rua.
- c) Uma dança típica ritmada ao som do forró.
- d) Um prato típico derivado do amendoim.
12. No trecho “A cana faz viciar / se tomada em demasia”, a palavra em destaque indica que o eu lírico:
- a) Adverte de forma explícita o leitor sobre os sérios riscos de dependência do consumo excessivo de bebida alcoólica.
- b) Elogia a importância econômica do cultivo da cana-de-açúcar na lavoura.
- c) Sugere que as pessoas façam brincadeiras arriscadas com varas de bambu.
- d) Refere-se à vegetação nativa das plantações do sertão.
13. De acordo com o texto, quais podem ser os graves prejuízos causados se a população agir sem a devida atenção durante o manuseio de fogueiras, bombas e fogos nas plantações?
14. Identifique no texto palavras importantes que descrevam as principais características (adjetivos) e as ações festivas (verbos) executadas pelo povo, explicando de que forma esses termos ajudam a construir a atmosfera alegre das comemorações juninas:
15. Reescreva a estrofe inicial de “A grande festa do Nordeste” substituindo os termos destacados por sinônimos coerentes e adequados ao contexto literário:
SÃO JOÃO É TEMPO DE FESTA
ALEGRIA, ANIMAÇÃO
ONDE O POVO FAZ FOGUEIRA
E JÁ É UMA TRADIÇÃO
16. Releia os versos: “A adivinhação, a pamonha, / A canjica, o mungunzá, / O casamento matuto”. O que essa sequência detalhada revela sobre a variedade de costumes presentes nos arraiás?
17. Após a leitura atenta do texto de Francisco Diniz, conclui-se que o autor assume uma postura de simpatia ou de oposição total em relação às Festas Juninas? Explique fundamentando sua resposta:
18. O cordel nos apresenta diversas tradições de São João. Qual delas desperta o seu maior interesse ou simpatia pessoal? Elabore um parágrafo justificativo:
Gabarito oficial de todas as atividades para o professor
De forma a auxiliar a rotina de planejamento dos educadores na correção das tarefas de interpretação de texto, estruturamos abaixo o gabarito detalhado com as expectativas de preenchimento para as novas atividades incorporadas.
👉 Clique aqui para ver o gabarito do Poema 1 (São João)
👉 Clique aqui para ver o gabarito do Poema 2 (Pedro, Antônio e João)
👉 Clique aqui para ver o gabarito do Texto 3 (Noite de festa na escola)
👉 Clique aqui para ver o gabarito do Poema 4 (Festa de São João - Bráulio Bessa)
👉 Clique aqui para ver o gabarito do Poema 5 (Olha pro Céu - Luiz Gonzaga)
👉 Clique aqui para ver o gabarito do Poema 6 (A grande festa do Nordeste)
Desperte o gosto pela literatura através da tradição junina
Adotar esta coletânea de poemas e textos de Festa Junina em sala de aula permite trabalhar a leitura literária e a compreensão interpretativa de maneira motivadora e fluida. Ao utilizarmos esses materiais folclóricos tradicionais e modernos, mostramos aos estudantes que a Língua Portuguesa é um patrimônio expressivo que se manifesta de forma viva em nossas tradições regionais.
A união de poemas líricos, canções históricas e cordéis informativos facilita o desenvolvimento da capacidade argumentativa e interpretativa das turmas do Ensino Fundamental II, preparando os alunos de maneira natural para os desafios da produção de texto opinativo. A mediação do docente ajuda a transformar a recepção textual em um momento de real aprendizado estético e reflexivo.
Esperamos que essas propostas enriqueçam os seus planejamentos didáticos neste período festivo! Compartilhe o post com seus colegas de profissão nas redes sociais e deixe o seu valioso comentário contando como foi a recepção dessas atividades de leitura pelos seus alunos no ambiente escolar.
FAQ - Perguntas frequentes sobre o trabalho com poemas e textos juninos
Como trabalhar a expressividade e a declamação com os poemas juninos?
O professor pode orientar os estudantes do Ensino Fundamental II a realizar leituras dramáticas e jograis com as estrofes dos poemas, focando no ritmo das rimas e na entonação ideal, em sintonia com a habilidade EF69LP53 da BNCC.
Como os exercícios deste post auxiliam no estudo da interpretação crítica?
Os exercícios abordam desde o vocabulário contextual (sinônimos) até a interpretação da narrativa e das características da oralidade popular, permitindo que a língua portuguesa seja estudada de forma prática e conectada aos fatos sociais, sem o foco na gramática mecânica tradicional.
Qual a relevância de analisar as letras de marchinhas como as deste artigo?
As marchinhas tradicionais, como a composição de Benedicto Lacerda e Oswaldo Santiago, representam importantes registros históricos da nossa música popular e são excelentes recursos para estudar narrativas em verso, noções de humor e sátira em sala de aula.




