Ambiguidade - 8.º Ano e 9.º Ano

Assunto do 8.º ano e do 9.º ano do Ensino Fundamental II, a Ambiguidade é um exemplo de vício de linguagem. Confira o post.

Ambiguidade

É aquilo que pode ter mais um sentido ou significado. Na ambiguidade, a frase tem mais de um sentido, o que pode levar a interpretações duvidosas. Também chamada de anfibologia, a ambiguidade não deve ser usada em textos formais, posto que a clareza é comprometida.

A ambiguidade é uma figura de linguagem e pode ser usada como recurso estilístico. Por ser um vício de linguagem, ela compromete o significado do enunciado.

Pelo fato de reunir mais do que uma interpretação possível, as ambiguidades podem gerar um desentendimento no discurso, motivo pelo qual devem ser evitadas nos discursos formais. Assim, quando surgem por descuido, as ambiguidades são consideradas vícios de linguagem. Os vícios de linguagem são frases, orações, falas e palavras que estejam em discordância com as regras da língua portuguesa.

Exemplos de Ambiguidade


Eu quebrei um galho hoje.
Eu ajudei alguém hoje. (sentido 1)
Eu quebrei uma parte de uma árvore. (sentido 2)

Andréia pediu a Fabiano que pegasse sua mochila na sala.
A mochila era de Andréia ou de Fabiano? Para evitar esse tipo de ambiguidade, evite usar o pronome seu ou sua nesses casos e use dele ou dela:
Andréia pediu a Fabiano que pegasse a mochila dele/dela na sala.

O garoto mal-humorado resmungou durante a prova.
O garoto é sempre mal-humorado ou estava mal-humorado apenas durante a prova? A posição em que se coloca o termo mal-humorado pode definir isso, além de outras construções dando maiores detalhes sobre o garoto (nesse caso, deixaremos o termo explicativo entre vírgulas):

• Mal-humorado, o garoto resmungou durante a prova.
• O garoto, sempre mal-humorado, resmungou durante a prova.

"O guarda deteve o suspeito em sua casa." (Na casa de quem: do guarda ou do suspeito?).

“Pedro disse ao amigo que havia chegado.” (Quem havia chegado? Pedro ou o amigo?).

"João foi ao restaurante com a sua irmã." (É a irmã do João ou a irmã da pessoa com quem se está falando?).

"Maria comeu um doce e sua irmã também." (Sem ambiguidade: "Maria comeu um doce, e sua irmã também").

"Mataram o porco do meu tio." (Sem ambiguidade: "Mataram o porco que era do meu tio").

Por fim, levou o filho para o seu quarto.
Não está claro de quem é o quarto: o do filho ou o seu próprio?

Exercícios sobre Ambiguidade


— Observe a imagem e responda as questões 01, 02 e 03:
Ambiguidade - 8.º Ano e 9.º Ano

QUESTÃO 01 – Que tipo de "rasteira" a loja da foto está comercializando?

QUESTÃO 02 – A frase "Na compra de três peças, ganhe uma rasteira" pode levar o leitor/cliente a uma interpretação confusa. Que outro sentido estranho teria a expressão "ganhe uma rasteira"?

QUESTÃO 03 – Reescreva a frase desfazendo a ambiguidade, isto é, não permitindo o duplo sentido:

QUESTÃO 04 – Qual foi a ambiguidade presente na tirinha?
Ambiguidade - 8.º Ano e 9.º Ano

— Leia a tirinha de Hagar e responda as questões 05 e 06:
Ambiguidade - 8.º Ano e 9.º Ano

QUESTÃO 05 – Qual das palavras sublinhadas apresenta o sentido empregado para a palavra “suspenda” no texto?
A) ( ) Quero completo, mas acrescente o pepino.
B) ( ) Quero completo, mas substitua o pepino.
C) ( ) Quero completo, mas retire o pepino.
D) ( ) Quero completo, mas levante o pepino

QUESTÃO 06 – No texto, no último quadrinho, ao associar a linguagem verbal e não verbal pode-se concluir que o homem:
A) ( ) entendeu claramente o pedido.
B) ( ) colocou o pepino no hambúrguer.
C) ( ) ficou satisfeito ao atender o pedido.
D) ( ) compreendeu de forma equivocada o pedido.

QUESTÃO 07 – Diga qual o sentido das palavras destacadas:

1) Camila usava GRAMPO nos cabelos.
2) Gravações telefônicas foram possíveis, pois fizeram um GRAMPO.

3) Carla é uma FERA em informática.
4) É preciso domar a FERA antes de adestrá-la.
5) Ela ficou uma FERA porque ele estragou a almofada.

6) Foi preso acusado de ser o CABEÇA do golpe.
7) A despesa ficou em dez reais por CABEÇA.
8) Ele vive tendo problemas, pois é um moço sem CABEÇA.

0 Comentários